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Morar em área rural: vantagem ou desvantagem?
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IMPRENSA |
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Família Orgânica ultrapassa fronteiras Autor: Lu Dressano ESPECIAL PARA AGÊNCIA ANHANGÜERA luciene.dressano@rac.com.br |
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Confira abaixo, algumas matérias publicadas sobre a Família Orgânica. |
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Produtores rurais da região firmam parceria e investem em produtos orgânicos
Fonte: Jornal de Itatitba 15/07/2008 — Cotidiano Da Redação
Quando mudaram para a Fazenda Santa Fé, localizada entre Campinas e Jaguariúna, o professor Dercílio Aristeu Pupin e família resolveram investir na plantação de quiabo, berinjela, milho e na criação de galinhas. A princípio tudo era para a subsistência da família, mas depois com o interesse do pessoal da cidade, a produção acabou virando negócio.
PREÇOS Quanto aos preços, Pupin estima serem entre 10% e 15% mais caros em comparação aos praticados na agricultura convencional. Entre os produtos, as verduras geralmente apresentam valores mais em conta. Um pé de alface por exemplo, sai por R$ 2, o tomate que é o grande vilão do varejo varia entre R$ 5 e R$ 6 o quilo e os ovos custam em média R$ 4 a dúzia.
PROPOSTAS Segundo Pupin a proposta da Família Orgânica é levar para a casa do consumidor através de um sistema “delivery” produtos de qualidade e livres de aditivos químicos. “Para isso, propiciamos que os produtos vão direto do produtor para a casa do consumidor”, disse. E ao fazer parte da Família Orgânica, os pequenos agricultores são orientados no planejamento da produção, na precificação dos produtos e apresentação dos mesmos.
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009, 00:56 | Versão Impressa
700 famílias e um objetivo: a produção de orgânicos Na 'Família Orgânica', com sede em Itatiba (SP), há mais de 400 itens, vendidos para várias regiões Rose Mary de Souza - O Estado de S.Paulo
PUPIN E O CULTIVO DE ESPINAFRE - Tudo começou com a venda de almeirão para uma colega - . Um maço de almeirão. Esta foi a primeira hortaliça cultivada organicamente vendida para um colega do antigo trabalho. Era julho de 2006, quando a intenção do educador Dercilio Aristeu Pupin, de Itatiba (SP), era iniciar uma pequena produção de legumes e verduras para atender à própria família e, quem sabe, vender o excedente para pessoas interessadas em alimentos cultivados sem adubo químico e agrotóxicos.
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Da horta direto para a cozinha Jornal O Estado de S.Paulo / Caderno Paladar P4 Quinta-feira, 18 de março de 2010 Reportagem de Cintia Bertolino Saber que a serralha era orgânica já fazia o chef José Barattino feliz. Mas ele queria mais: descobrir de onde vinham e como eram cultivados os vegetais. Achou uma fazenda para ‘chamar de sua’, logo ali, em Itatiba
Em campo – O chef José Barattino e o agricultor Dercílio Pupin planejam o resgate de ingredientes no canteiro da fazenda Pereiras, em Itatiba, interior de São Paulo. Agachado num canteiro de alface ao lado do agricultor Dercílio Pupin, o chef José Barattino se sente em casa. Está na fazenda Pereiras, sede da Família Orgânica, em Itatiba. Lá fica à vontade como se estivesse na cozinha do restaurante Emiliano. Barattino sempre lamentou a distância que separa o campo das cozinhas urbanas. Parecia mais lógico manter a proximidade com quem cultiva o que ele prepara. Por isso não lhe bastava comprar legumes e verduras orgânicas e biodinâmicas. Queria ir além, saber de onde vinha a serralha e descobrir como era cultivada. Durante vários anos o chef pensou em um projeto que acabasse com esse abismo, fosse sustentável e ajudasse a valorizar o pequeno produtor – bem ao estilo do que prega o movimento Slow Food. Morador de um apartamento em São Paulo, Barattino saiu em busca de “um sítio para chamar de seu”. Em vez disso, achou sítios e fazendas espalhados pelo Estado onde trabalham 700 famílias de pequenos produtores reunidos sob o nome de Família Orgânica, liderados por Pupin. Produtores orgânicos como Pupin e Matias Weier Tentor Vargas, proprietário da fazenda Pereiras, têm orgulho de exibir a terra fofa, cheia de microorganismos, de falar dos frutos que produzem e prová-los. Toda quinta a cooperativa entrega seus produtos em São Paulo. Basta entrar no site, “fazer a feira” até domingo e esperar a cesta de produtos fresquinhos em casa.
Da roça ao restaurante A ideia de trabalhar em sintonia com o produtor começou a tomar forma quando Barattino conheceu Pupin. Depois desse encontro, ficou claro que era hora de deixar o dólmã na cozinha e enfiar o pé na lama. Desenvolveu um projeto com o hotel Emiliano, cujo restaurante chefia, para acompanhar a produção dos ingredientes que utiliza em seu cardápio e buscar a recuperação de vegetais nativos pouco conhecidos, como orelha-de-urso, beldroegra e almeirão-do-mato. No futuro, pretendem organizar uma feira de pequenos produtores e devolver o lixo orgânico da cozinha para a fazenda, em forma de adubo natural. Aos poucos, a distância foi diminuindo e a parceria, se estreitando. Barattino visita a fazenda Pereiras, passeia pelas hortas, conversa com os agricultores e troca informações. Entre canteiros orgânicos de couve-manteiga e vagem, Pupin fala sobre o caeté (ou lírio-do-brejo), que tem flor e raiz comestíveis. “Aí está uma coisa que você precisa levar para testar”, diz ele ao chef. E lá vai a raiz fibrosa, semelhante a um gengibre pálido, para a cozinha-laboratório de Barattino, o Emiliano. Inspirado no invernal cavolo nero, hortaliça italiana da família do repolho, cujas folhas são consumidas após terem sofrido uma leve geada, Barattino está testando a serralha: “As plantas que sofrem uma geada perdem um pouco das fibras. Estamos experimentando um congelamento controlado para quebrar as fibras de hortaliças Empolgado com as possibilidade de trabalhar novos ingredientes, o chef está criando sem se preocupar em ter de percorrer um longo caminho até chegar a um prato acabado. “Esse é só o início de um longo período de testes e experiências. A ideia é sair do zero, trabalhar produtos, trocar informações até que as coisas estejam afinadas”, diz. A convivência é recente, mas chef e produtor são enfáticos ao afirmar que a troca tem sido muito rica. Para ambas as partes. mais duras”.
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Família Orgânica: sistema ‘delivery’ leva à mesa do consumidor produtos sem agrotóxicos |
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Família Orgânica’ dá exemplo |
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Fazenda Pereiras reúne cerca de 700 famílias
Da Redação Itatiba está entre as dez cidades do Circuito das Frutas, conhecidas pela variedade e qualidade das frutas produzidas na região. Porém, em meio a tanta diversidade de opções, há a carência de produtos orgânicos, tão comentados atualmente.
CONCEITO São considerados produtos orgânicos aqueles que têm uma área de preservação de acordo com a lei, que os produtores mantenham cuidados com todos os recursos naturais, que não usem, evidentemente agrotóxicos – e que só usem produtos naturais -, que respeitem todos os ciclos da vida, principalmente os seus consumidores e que todos os seus funcionários tenham seus direitos garantidos.
AGROTÓXICOS De acordo com Pupin, existem produtos que também são orgânicos, e que podem substituir os agrotóxicos. “Porém, quando a produção orgânica já está equilibrada, a gente não precisa usar nenhum tipo de defensivo”, explica o produtor. Os agrotóxicos são prejudiciais à terra, às pessoas que trabalham com ele e, principalmente, às pessoas que consomem os produtos. “Hoje em dia, é muito difícil encontrar um produtor que não utiliza produtos químicos, pois já foi gerada uma cultura de intervenção. No entanto, para trabalhar sem os agrotóxicos também existem técnicas”.
COMO ADQUIRIR O meio mais utilizado pelos consumidores para adquirirem os produtos da Família Orgânica, é através do site www.familiaorganica.com.br. Atualmente, é possível encontrar mais de 400 produtos, desde frutas, verduras e legumes, até produtos de limpeza, produtos de higiene pessoal, laticínios, grãos, raízes e ervas aromáticas.
ITATIBA 7/9/2009 Orgânicos crescem na Região
RUI CARLOS
O agricultor Pupin colhe abobrinha orgânica
Formado em Filosofia, Pedagogia e Comunicação, o educador Dercilio Aristeu Pupin, 43 anos, deixou a vida acadêmica para se dedicar à agricultura orgânica. Com a intenção de oferecer uma vida mais próxima à natureza aos filhos, de 11 e 5 anos, ele migrou para a zona rural, na época a Fazenda Santa Fé, em Campinas. "Lá eles já trabalhavam com agricultura orgânica, meus amigos da cidade sempre pediam para que eu levasse os produtos e a demanda foi crescendo, até que senti a necessidade de articular os produtores para atender os pedidos", conta. |
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Verduras e legumes orgânicos entregues em casa 29/5/2010 8:45:00 O delivery, nome americano que foi dado para a famosa entrega em domicílio, agora chegou à fazenda. Uma rede formada por 700 pequenos produtores que está utilizando o serviço. |
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MATÉRIAS EXIBIDAS NA TV:
25/02/2011—MegaTV 07/09/2010— TV SÉCULO 21 08/08/2010— Domingo Espetacular / TV Record 19/08/2010—Jornal Regional / Bandeirantes 2009— Sbt / Campinas 2009— TV Puc-Campinas 26/07/2008 —Caminhos da Roça —EPTV / Campinas
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Agricultores por um dia Com o turismo rural, no qual o visitante vivencia a lida de sitiantes, pequenas propriedades se tornam viáveis 04 de agosto de 2010 | 2h 38 Leandro Costa - O Estado de S.Paulo
Família orgânica. Cerca de cem produtores orgânicos, coordenados por Pupin e Vargas, também recebem turistas na região Itatiba Sossego, contato com a natureza e com um tradicional modo de vida. É em busca disso que um número cada vez maior de pessoas opta por ir ao campo nas horas de lazer. Essa tendência tem feito o setor de turismo rural, ou agroturismo, crescer nos últimos anos. Hoje, somente no Estado de São Paulo, segundo estimativas do Instituto do Desenvolvimento do Turismo Rural (Idestur), são mais de 800 empreendimentos do gênero, entre hotéis, pousadas e fazendas abertas à visitação.
Veja também: Turistas participam de atividades
É o caso da Fazenda Santo Antônio da Boa Vista, que produz café em Itu. Há 15 anos, diante das dificuldades de manter os 20 hectares de cultivo somente com a venda do café, a proprietária, Isabel Arruda, decidiu abrir a propriedade para receber visitantes. "Foi difícil abrir minha casa para turistas, mas só a produção já não estava compensando." Na fazenda, os turistas conhecem da plantação à colheita, secagem no terreiro, lavagem, seleção dos grãos e torrefação. Após cumprir o circuito, há degustação do café moído na hora, vendido também a preços bem mais vantajosos do que os que seriam obtidos com a venda dos grãos. "E as pessoas saem daqui entendendo todo o processo que envolve um simples cafezinho." Apesar de a principal atividade da fazenda ainda ser o café, Isabel estima que 60% da renda já venha turismo rural. "Você passa a vida sem perceber a importância do que se faz no dia a dia da fazenda. E de repente chega alguém de fora disposto a pagar para compartilhar um pouco daquilo. É gratificante." Na Família Orgânica, grupo que reúne 100 produtores orgânicos em Itatiba, dentro do Circuito das Frutas, que compreende dez municípios na região de Campinas (SP), a mesma receita rende bons resultados, segundo um dos coordenadores do grupo, Dercílio Pupin. Volta ao campo. Ali, vários produtores estão despertando para o turismo rural. "As pessoas tentam voltar para o campo, ainda que seja de uma forma diferente, para resgatar as origens e entender a rotina de uma fazenda", diz Pupin.
No município de Louveira, outra cidade do circuito das frutas, o turismo rural começa a dar seus primeiros passos com um grupo de produtores, a maioria deles viticultores, que estão estruturando suas propriedades para receber turistas interessados em colher uvas e em comprar o vinho produzido diretamente no sítio.
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O campo está à mesa1 de agosto de 2010 16h02 Por Cíntia Bertolino
(Foto: Alex Silva/AE) Dercílio Pupin só conheceu energia elétrica aos 9 anos. José Barattino é de uma geração de chefs de cozinha, que não tem quase nenhum contato com a terra. Pupin é um dos líderes da Família Orgânica, grupo de pequenos produtores de cultivo orgânico e biodinâmico, com sede na Fazenda Pereiras em Itatiba, interior de São Paulo. Barattino é chef do restaurante Emiliano, em São Paulo. Quando o Campo Vai à Mesa, foi uma aula emocionante. Nela, Pupin e Barattino falaram de ingredientes incomuns, como o lírio do brejo, e mostraram que o respeito mútuo ao ingrediente pode render uma parceria afinada.
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O agricultor também é professor de história, filosofia e psicologia. Ele tem mestrado em educação e há seis anos é o coordenador da ação comunitária do Colégio Pio XII. |
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Emiliano |
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Contato:
FAMÍLIA ORGÂNICA Fones: (19) 9714-5507 (19) 9664-0422 |
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DE VOLTA AO CAMPO Revista Vida Simples, abril de 2011
...A nossa vez No Brasil também podemos ver os passos cada vez mais largos desse movimento, que começou com algumas iniciativas de alguns pequenos produtores. Em 1974, por exemplo, surgiu a primeira fazenda biodinâmica brasileira, a Estância Demétria, em Botucatu, interior de São Paulo. Na agricultura biodinâmica, as plantas são fortificadas com preparados homeopáticos, feitos pelos próprios agricultores. E os ciclos de plantação e colheita respeitam até o calendário lunar.
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